SECRETARIA DA CULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL,
OI E ASSOCIAÇÃO DE THEROLINGUÍSTICA APRESENTAM:

Água Aroeira, por Edbrass e Raiça Bonfim

Sinopse:
A performance ritual Água Aroeira é um ato de imersão no campo das ervas, um modo de
maceração da carne-de-humano na água dos vegetais. É também um encontro, uma convergência, uma união de forças político-mágicas dxs artistas-pesquisadores Edbrass Brasil e Raiça Bomfim. É um hábito de repensar (pensar de novo, pensar outra vez, lembrar,
lembrar e confabular) as artes para além do humano, ativando as poéticas da interação amorosa fundamental entre a gente e outras espécies de gentes. É um modo de dançar pro
coração das águas, cantar pra inspirar o pensamento fitológico e alçar os devires rio-árboreos de nossos corpos. Água Aroeira é, ainda, um reconhecimento do quanto os reinos vegetal e mineral vêm cumprindo a sua parte no plano evolutivo de Gaya (com seus
mil nomes), alimentando as relações de reciprocidade e as convivências cooperantes e o quanto isso tem nos convidado a uma busca de modos pelos quais possamos, nós, humanos e artistas, partilhar nossas práticas criativas como campo fundamental de produção de afetos em favor da vida.
Filmagem e Edição | Mayara Ferrão

Edbrass Brasil é artista sonoro, curador e pesquisador. Há duas décadas vem atuando em diversas áreas criativas, como rádio-artista, performer ou compondo trilhas sonoras para as artes cênicas.  Em suas apresentações solo ou em pequenos grupos, utiliza instrumentos de sopro não-convencionais, aliados a técnicas estendidas, explorando as possibilidades de composição em tempo real, numa pesquisa que conecta aspectos da botânica e os seus usos cotidianos nas tradições afro-indígenas brasileiras.

Raiça Bomfim move-se no campo das artes como criadora, produtora e professora, de modo transdisciplinar, com ênfase na performance, no teatro e na poesia, propondo práticas que consubstancializam arte, ecologia e práticas ancestrais de cuidado em saúde. Ao longo de seu trabalho de investigação criativa, tem assumido as experiências relacionadas à voz como ponto disparador de muitos de seus processos criativos e pedagógicos, em conexão com os sentidos emanados por uma poética da água. É doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, tecendo sua pesquisa na encruzilhada entre academia, natureza e experiências com comunidades rurais. Lecionou como professora temporária da Escola de Teatro da mesma universidade nos anos de 2018 e 2019, com foco especial nas práticas e pesquisas vocais.