ISOLDA, por Carolina Bianchi
Sinopse:
Uma boca repleta de aranhas caranguejeiras arrastando as palavras. Não tem dialeto no mundo. Não tem dialeto no mundo. Começo e fim de uma mulher – é tudo o mesmo lugar. A vida da mulher – é um braço agitado, envenenado, num tarantismo monstruoso, a paixão como dois punhos fechados, como o corpo de uma aranha que se põe a dizer. Há um mês Isolda, minha avó materna, faleceu. Eu, me encontrando do outro lado do Oceano, não consegui me despedir. Este é um pequeno filme sobre o luto. O luto é abominável, sem linguagem, o luto é um pedaço de carne e líquidos entranhados ao avesso, borbulhando agitados em alguma parte do corpo, que dói e seca – e só nos resta chorar, e beijar as fotos e amparar a semelhança.
Direção, roteiro e argumento | Carolina Bianchi
Elenco | Marina Matheus
Narração | Carolina Bianchi e Isadora Tomasi
Fotografia | Mayra Azzi
Edição | Mayra azzi, Daniel Passi e Carolina Bianchi
Direção de arte e figurinos |Tomás Decina e José Artur Campos
Luz | João Rios
Assistência de direção | Joana Ferraz
Carolina Bianchi é diretora de teatro, dramaturga e atriz. Seu trabalho habita espaços entre teatro, performance e a dança, lidando com questões relacionadas à fantasmagoria, História do teatro, mitologia, pactos históricos e gênero enquanto crise. É diretora geral do coletivo CARA DE CAVALO, com quem realizou os trabalhos: O Tremor Magnífico (2020), LOBO (2018), a performance Quiero hacer el amor (2017), e a palestra-performance Mata-me de Prazer (2016). Atualmente desenvolve sua próxima peça CADELA FORÇA, com estreia para 2022. Vivendo entre São Paulo e Amsterdã, faz parte do programa de mestrado da Das Theatre, na Amsterdam University of Arts.
